Sunday, March 11, 2012

Verniz da semana: Gótico da Cliché


Hoje fala-se do Gótico da Cliché.
Não há muito a dizer de um preto cremoso, pois não? A fórmula é boa, suficientemente fluída e com duas camadas deixa um resultado uniforme. O aspecto final ficou um pouco opaco e por isso passei uma camada de extrabrilho por cima, coisa que não tenho feito muito nos últimos meses.

Durou uns quatro, cinco dias até que começou a lascar. As minhas unhas estão a voltar a ficar fracas e quebradiças, pelo que não há verniz que aguente uma unha que lasca por si só. Passei o Gótico nas unhas porque tinha como objectivo ficar com ele uns dois dias e depois passar a cobertura Fairy Dust da China Glaze, que é um glitter multicolorido muito engraçado. Adiei, adiei, sempre com "medo" de encher as unhas de glitter e o assunto ficou resolvido quando as unhas lascaram...

Não há muito a dizer sobre um preto cremoso mas acho sempre bom falar aqui de marcas portugueses de qualidade. A Cliché oferece vernizes de qualidade a preços baratos. Os frascos são do mais básico que há, as cores também estão longe de ser imaginativas e inovadoras mas por um euro temos 11ml de vernizes de qualidade e adequados a alérgicas.


Thursday, March 8, 2012

Hoje é Dia da Mulher e eu vou reclamar!

Antes de começar o post quero fazer dois avisos:

- Eu sou feminista e este é um blog de beleza feminista. Isso está bem claro no blog. O movimento feminista tem várias correntes mas a esmagadora maioria delas defende a igualdade entre géneros. Se achas que o feminismo é o equivalente feminino do machismo ou que nós somos todas umas loucas histéricas és politicamente ignorante e fim de conversa. Se tu defendes a igualdade de oportunidades, direitos e deveres entre homens e mulheres então és feminista.

- Recebi vários emails, na conta do tin-tu-ras e na minha conta pessoal, com promoções especiais e descontos por ocasião do dia da Mulher. Este texto também surgiu por causa disso mas não é uma provocação ou uma ofensa a essas empresas, é apenas um desabafo sobre algo que se repete todos os anos. Este é um blog escrito para uma mulher, com uma audiência esmagadoramente feminina e parece-me impossível não falar aqui, mesmo que meio off the record, de assuntos que dizem respeito aos direitos das mulheres.

O dia internacional da Mulher celebra-se desde o início do século XX como marco e momento de reivindicação pela igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. É nessa época que as mulheres começam a reivindicar o direito ao voto, o direito a trabalhar fora de casa, o direito de participação política, etc. São incríveis e fantásticas as coisas que já conquistámos desde então mas, ao contrário do que muitas vezes ouço da boca de muitas mulheres, ainda não vivemos numa sociedade igualitária. Vejamos estes pequenos pontos:

- As mulheres recebem em média menos 16,4% que os homens pelo mesmo trabalho;
- O trabalho doméstico (não remunerado, geralmente conjugado com empregos) é feito essencialmente por mulheres: avós, mães e filhas;
- As maior parte dos licenciados são mulheres mas são os homens quem ocupa os lugares de topo das empresas e universidades;
- O tempo de antena na televisão (falo, por exemplo, de comentários políticos) é quase que exclusivamente masculino;
- Um pouco por todo o mundo morrem mulheres vítimas de abortos clandestinos;
- Em imensos países (e em Portugal de forma muito escondida) milhões de meninas são excisadas contra a sua vontade, muitas vezes sem anestesia e cuidados de higiene - podemos falar de diferenças culturais mas considero que qualquer acção feita contra a vontade de um indivíduo e que o impeça de viver livremente a sua sexualidade em idade adulta é um desrespeito pelos direitos humanos mais básicos;
- Continuam a ser as mulheres as maiores vítimas de violência doméstica (80% dos casos): o ano passado (apenas em Portugal) a cada dia que passava dezanove mulheres eram vítimas de violência doméstica - aqui estão os dados estatísticos da APAV relativos ao ano de 2011;
- São as mulheres as principais vítimas da crise pois, estatisticamente, são as primeiras a serem despromovidas, a sofrerem cortes salariais e a serem despedidas;

This is what a feminist looks like!

A lista é muito grande e estes são apenas os primeiros pontos que me vieram à memória em dois minutos. Ao mesmo tempo que é inegável que evoluímos imenso, também é inegável que muita coisa falta conquistar. A mulher ainda é representada como um ser fútil, mesquinho, incapaz de criar amizades com outras mulheres e muitas de nós alimentamos essa imagem porque achamos que é uma piada inofensiva. Somos educadas para competirmos umas com as outras (a nível académico, profissional, social, etc.), para nos vermos como inimigas e não nos apercebemos que isso só nos prejudica. Também na televisão ou em muitos meios artísticos os homens são recrutados pelo seu talento e as mulheres pela sua beleza (prestemos atenção, por exemplo, aos homens e às mulheres que apresentam programas de televisão em Portugal). E embora a indústria cosmética também se esteja a virar para os homens, continuamos a ser nós a sofrer porque os nossos corpos (perfeitamente normais, ainda que diferentes entre si), não serão nunca semelhantes aos das fotografias de revista e aos das mulheres que passaram por inúmeras cirurgias estéticas que vemos na televisão. Os homens também são vítimas disto pois acabam por acreditar que os corpos que vêem desde sempre são "normais" e naturais mas é a nossa auto-estima (e por vezes o nosso corpo e saúde) quem mais sofre com isso.

Falar em dia da Mulher não é, como muitas pessoas dizem, uma forma de discriminar os homens. Comparativamente (porque o mundo é binário e dividido entre homens e mulheres) são as mulheres quem são discriminadas e não os homens. Sim, existem homens discriminados em função do seu género e isso é algo que também tem de ser combatido. Mas são uma minoria, são a excepção à regra, e não podemos ignorar séculos de discriminações por causa disso. Por isso, falar em dia internacional do homem (masculino, não Homem) é ofensivo, pois esconde e tira importância a toda uma batalha que foi e está e estará a ser combatida em várias áreas da sociedade para que as mulheres sejam tratadas da mesma forma que os homens. Podemos estabelecer uma comparação com a ideia de Orgulho Negro e de Orgulho Branco. Mesmo que existam pessoas discriminadas por serem brancas (e existem e isso é algo negativo) não podemos negar que historicamente fomos nós (brancos) os maiores opressores. Falar em Orgulho Negro ou em Dia Internacional da Mulher é dizer que não esquecemos (e não deixamos esquecer para que não se repitam) os séculos de opressão e discriminação de que fomos vítimas e que continuaremos a batalhar para que as discriminações ainda existentes acabem. Falar em Orgulho Branco ou em Dia Internacional do Homem chega a ser ofensivo para as pessoas que sofrem na pele essas discriminações. Historicamente é o homem (branco) o opressor e não o oprimido.

Por isso, quando me oferecem jantares com desconto por ser dia da Mulher eu recuso com a maior delicadeza possível. Eu não quero descontos nem quero ofertas. Bem, quero-as, sim, em qualquer dia do ano mas não em especial neste dia pois ele não é uma data comercial, nem uma altura do ano em que nos dão um miminho porque nós, as mulheres, no fundo até somos umas fofinhas. Este é um dia político e extremamente importante, não é um momento comercial. Torná-lo isso é retirar-lhe o seu carácter político e reivindicativo e nisso eu não colaboro.

Em suma, sou feminista porque quero ser tratada de forma igual aos homens: exactamente com os mesmos direitos, deveres e oportunidades. Não quero ser tratada como inferior mas também não quero ser tratada de forma especial. Quero ser respeitada e valorizada o ano inteiro e não num dia em específico.

Saturday, March 3, 2012

5 coisas ao sábado - #1

1. Compras urgentes de sexta-feira à noite


Na sexta-feira ao regressar a casa senti uma enorme necessidade de ir ao supermercado comprar algo para essa noite que ia ser passada em casa. A bem da verdade: eu não gosto de cerveja e a minha resposta à questão essencial "super bock ou sagres?" é "nenhuma". Tinha amigos em casa que já tinham comprado álcool para a noite mas que se lembraram que talvez a cerveja não fosse suficiente. Lá fui eu comprar o que foi pedido e aí sim, senti a urgência de comprar mais uma coisa, nomeadamente mais um rímel. Ao ver estas duas compras na caixa de pagamento achei que diziam muito sobre a minha vida e não resisti a mostrá-las aqui.

2. A minha relação amor-ódio com o glitter


Na teoria gosto de vernizes com glitter e de efeitos "diferentes". Na prática tenho medo deles e acabo por não os usar. Acho que não combinam comigo, que me ficam estranhos e foleiros. Pintei as unhas de preto porque queria ver como ficava o Fairy Dust da China Glaze em cima dele. Levei quatro dias a ganhar coragem para o usar e quando finalmente isso acontece, lasco três unhas e percebo que está na altura de trocar.

3. Topcoat Shine Of The Times da Essie

Fonte
Este topcoat faz parte da linha Luxeffects Glitter Topcoat Collection lançada no Inverno de 2011 (na segunda imagem é o primeiro a contar da esquerda) e é a coisa mais linda, mais luxuosa, mais fabulosa do mundo e estou apaixonada por ele desde que vi os primeiros swatches. É um topcoat com flocos que reflectem sobretudo o rosa, vermelho e verde. Procurei-o em imensos sites e estava sempre esgotado mas desde ontem que posso dizer que já está a caminho de minha casa. Mas... não é preciso dizer que este ponto veio a seguir ao anterior por algum motivo, certo?

4. In love with Force of Love

Fonte
E por falar em coisas lindas que eu quero comprar apesar de saber que não iria usar, apresento-vos o Force of Love da colecção Chen Man Love & Water da MAC. Ainda tentei comprá-lo hoje no site britânico e aproveitar a viagem de uma amiga minha a Portugal mas já estava esgotado. Agora resta-me esperar que chegue cá embora não saiba datas. Tenho tentado pedir informações sobre colecções passadas às funcionárias das lojas lisboetas mas estas nunca sabem nada, pelo que vou ter mesmo de começar a visitar regularmente a loja mais perto de minha casa.

5. Em busca da máquina fotográfica digital perfeita

Fonte
Chegou finalmente a hora de devolver a máquina fotográfica digital velhinha que me emprestaram desde o Verão e por isso não tenho como continuar a adiar a compra de uma nova. Um problema: não percebo absolutamente nada de fotografia, pelo que dou por mim às aranhas em busca de algo novo. Que máquinas usam? Onde as compraram? Estou à procura sobretudo de sites online que vendam coisas a preços mais acessíveis que os praticados por cá.

Friday, March 2, 2012

Leite de limpeza da Nivea Visage


No Verão passado dei comigo fora de casa, com maquiagem e sem um removedor na mala. Ao dirigir-me ao supermercado mais próximo procurava algo barato e eficiente uma vez que já tinha em casa um produto mais caro, que cumpria o que prometia e não sentia necessidade de gastar dinheiro novamente.

Ao dar de caras com o Leite de limpeza reconfortante da Nivea Visage meti-o logo no cesto e não pensei mais no assunto. Afinal, é barato e é da Nivea, marca na qual confio porque me acompanhou ao longo de toda a vida. O produto é adequado a peles secas a sensíveis e promete limpar a pele e remover a maquiagem. Contem na sua formulação óleo de amêndoa natural e extracto de calêndula, o primeiro para ajudar as peles secas e o segundo para prevenir inflamações das peles sensíveis.

O produto é cremoso, branco e tem o aroma típico dos produtos Nivea. Vem num frasco, o que é sempre um detalhe positivo para quem se preocupa mais com as bactérias.



Acabam-se aqui as coisas boas que tenho para dizer acerca dele. Não cumpre o que promete em termos de remoção de maquiagem. Eu aplico o produto no rosto, esfrego-o bastante e em toda a cara, passo abundantemente por água e a percentagem de maquiagem removida é mínima, algo perceptível quando passo um algodão com tónico a seguir. Mesmo quando o aplico duas vezes seguidas a maquiagem de rosto não sai completamente. Estou a falar de uma simples base leve, não uso muita maquiagem diariamente, nem sequer coisas muito pesadas. Para o aproveitar e não sentir que deitei dinheiro ao lixo, comecei a usar depois dele a Mousse de Limpeza Active do Boticário para garantir que aí sim já conseguia ter uma pele realmente limpa e livre de maquiagem (a mousse do Boticário é um produto de limpeza e não um desmaquiante).

Outro problema é o resultado que ela deixa na pele após a utilização. Sei que tem óleos na sua composição e até vem com isso explícito no rótulo mas ninguém espera que a sua pele fique oleosa e gordurosa após usar um leite de limpeza. É assim que a minha pele fica: gordurosa e com uma sensação pesada (pudera, a maquiagem não saiu e ainda tem uma camada de óleo em cima). O resultado fica um pouco melhor depois de usar o tónico mas não há como dar a volta à questão, fico com a sensação de que tenho a pele suja e até fica desagradável ao toque. Reparem que este é o resultado após passar água no rosto. A minha pele é sensível mas não seca, já imaginaram o estado em que fica quando aplico isto, um creme hidratante diário e ainda a base?

Ao preparar esta resenha fiz uma pequena pesquisa online para ver se alguém teve os mesmos problemas que eu. Só encontrei três posts e todos eles teciam elogios ao produto. Como é possível? Eu tentei usá-lo de várias formas para tentar obter bons resultados mas como se lida com um desmaquiante que não remove a maquiagem e ainda nos deixa uma camada de gordura na cara? Tenho que estar muito desesperada para voltar a experimentar algum produto de cuidados de rosto da Nivea.

Thursday, March 1, 2012

Manteiga hidratante de Cacau e frutas vermelhas d'O Boticário

Manteiga hidratante de cacau e frutos vermelhos - 13,90€/250ml
 Já tenho este hidratante cá em casa há algum tempo mas só hoje venho escrever sobre ele. Como já tenho em casa uma dose considerável de hidratantes corporais o que faço é ir intercalando-os. Idealmente usaria um durante oito dias para a seguir para outro mas como na prática só hidrato o corpo a cada dois dias passo os prazos para quinze dias. Estas fotografias já são antigas e de momento o frasco já está pela metade. 

Caso ainda não tenham percebido, estou a falar da Manteiga Hidratante de Cacau e Frutas Vermelhas que está inserida na linha Nativa Spa do Boticário. Esta linha inclui várias manteigas, cremes, flans e afins que prometem hidratação mas na altura escolhi esta por prometer tratar da pele ressequida, coisa que tinha na altura. Agora talvez experimentasse a de framboesa e mirtilo ou a de romã.


Mas vamos ao que interessa: esta manteiga promete hidratar intensamente a pele ressequida, deixá-la macia e delicadamente perfumada. O Boticário afirma que ela é indicada sobretudo para zonas muito secas como os joelhos e os cotovelos. A minha pele não está extremamente seca mas quando fico mais do que três dias sem a hidratar ela começa a ficar irritada, com comichão e criando uma espécie de escamas brancas. Assim, e porque sei que não tenho disciplina suficiente para manter uma hidratação diária, o que procuro num produto destes é uma hidratação intensa. A marca não especifica um número de horas de hidratação, tal como acontece com outros hidratantes seus, mas a partir do momento em que dizem que funciona particularmente bem em zonas ressequidas como os joelhos e cotovelos eu espero que tenha um elevado nível de hidratação.

Começo pelo cheiro pois é a primeira coisa que se nota ao abrir a embalagem. Uma das promessas é um perfume delicado e aí não me parece que cumpra minimamente o prometido. Ele não é delicado, é bem presente e forte na primeira hora após a aplicação. Se gostamos ou não do aroma já é algo subjectivo (pessoalmente não gosto) mas o facto de que ele é notório nos primeiros tempos é inegável. Para quem gostar do aroma é algo muito positivo, para quem não gostar é algo negativo. O que fiz para contornar o problema foi usá-lo só depois do banho e nunca na hora antes de ir para a cama. Isto porque noto que quando tiro a roupa de dia e visto o pijama ele fica muito mais perceptível; se o passar de manhã no corpo, com a agitação do dia a dia, acabo por nem dar por ele e o problema desaparece.


A textura foi o que mais me agradou nele. É muito leve e assemelha-se mais ao que eu associaria a um flan do que a uma manteiga propriamente dita. Por ser tão leve é muito fácil de retirar da embalagem e passar na pele. Também é absorvida em relativamente pouco tempo, diria que nuns cinco minutos sem deixar a pele excessivamente gordurosa. 

Em relação à parte mais importante, a hidratação, diria que cumpre o que promete. Com ele aguento pelo menos 48 horas sem ter a pele seca e com as características de que falei mais acima. Claro que depois deste tempo a minha pele já não está viçosa e macia como estava no dia em que o apliquei mas os sintomas negativos que me fazem sofrer ainda estão longe e isso agrada-me. Falo de alguém que tem uma pele muito seca e sensível por isso suponho que o resultado em peles normais seja igual ou melhor.

Resumindo, esta manteiga hidratante cumpre o que promete em termos de hidratação intensa deixando de facto a pele suave e perfumada. Já em relação à promessa de um perfume delicado, tenho as minhas dúvidas, mas em termos de fragrâncias os gostos e tolerâncias são muito subjectivos, pelo que não há nada como cheirar antes de comprar.

Este produto foi-me enviado pelo Boticário para consideração, não afectando a imparcialidade da resenha. O meu compromisso é para com as leitoras e por isso o sistema de parcerias do tin-tu-ras não inclui resenhas pagas ou com opiniões previamente garantidas. Mais informações sobre o sistema de parcerias aqui.
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